Author name: ferrante

Sou Maurizio Ferrante, com z e um só sobrenome. Engenheiro metalurgista, depois PhD na mesma área. Tenho 34 anos de Universidade Federal de São Carlos, depois aposentadoria obrigatória por idade, mas imediata retomada como professor sênior por mais 10 anos. Antes de tudo isso passei pela Indústria e pela pesquisa, esta com o CTA – Centro Técnico Aeroespacial de São José dos Campos. Lá participei de um projeto que hoje considero a coisa mais importante e bem sucedida de minha carreira: a 1a produção no Brasil da esponja de titânio, a precursora do metal titânio que tem tanta importância na aeronáutica e Indústria química. A carreira me permitiu viajar bastante, consegui alguns prêmios e amigos por toda a vida. Em paralelo a quase duas centenas de artigos e três livros técnicos, publiquei sobre outros assuntos, seguindo meu hobby no mundo das letras, que me presenteou com três prêmios literários, não dos mais importantes, mas que me causaram muita satisfação. Entre o campo e a cidade prefiro vistas urbanas, com coisas feitas pelo homem (quando bonitas). Gosto demais de São Paulo, especialmente o velho centro. Abomino condomínios fechados e olho com simpatia a cidade onde resido – São Carlos SP – procurando enfatizar suas vantagens (trânsito fácil, pouca poluição, pássaros no meu jardim, etc.), e minimizar as deficiências. Durante algum tempo resenhei livros para o Valor Econômico; gostei tanto da experiência que resolvi iniciar este blog, ampliando-o além dos livros com impressões do dia a dia.

Por que ler o já lido? – meu caso com Quarup

Releituras podem redimensionar um livro ou filme para mais ou para menos. Reler Quarup – cuja trama é aqui resumida –  é notar algumas imperfeições, mas principalmente maravilhar-se com a capacidade de recriação do espírito de uma época da nossa História e de suas gentes. É um dos grandes romances brasileiros do século XX. Reler […]

Por que ler o já lido? – meu caso com Quarup Leia mais »

Voz de bambu, flores de pêssego – Parte 1

Este conto de Yasunari Kawabata trata de um velho senhor, um pinheiro seco e o falcão que nele uma vez pousou. Por meio desses símbolos o texto fala da interação homem-natureza, finitude e filosofia Zen-budista.     Yasunari Kawabata é um dos mais importantes escritores japoneses. Hermético, poético, lírico, e sensual é considerado uma ponte entre

Voz de bambu, flores de pêssego – Parte 1 Leia mais »

Atenção todos: é meu aniversário!

São discutidas as motivações de festejar o aniversário de nascimento. O que é natural e alegre na infância e maturidade pode perder o sentido em idade avançada. É mostrada a lógica e as razões daqueles que não sentem necessidade de festejar seu aniversário.   Durante o ano existe um monte de datas comemorativas, religiosas e

Atenção todos: é meu aniversário! Leia mais »

É de pequenino que se torce o pepino

É mostrado neste post que ideias e comportamentos são mais facilmente absorvidos e fixados na infância. Isso é válido tanto para religião como para o militarismo, o que explica a importância dada à educação infantil tanto por religiosos como por regimes ditatoriais Penso que as grandes religiões, pelo menos as que prometem algum tipo de

É de pequenino que se torce o pepino Leia mais »

Superinteligência: conosco ou contra nós?

São tratados alguns aspectos da superinteligência artificial, seguindo capítulo inicial do livro de Nick Bostrom. Definição, tipos de superinteligência, e caminhos para sua emergência são apresentados e discutidos, com ênfase para o modo biológico de produzir superinteligência em humanos. São mencionados alguns aspectos éticos dessa opção, além dos já visíveis perigos da atual inteligência artificial

Superinteligência: conosco ou contra nós? Leia mais »

A classe média como consumidora: ansiedade, ostentação e insatisfação

O estilo de vida da classe média do final século XX e a do século atual são revistas. É dada atenção especial à mesma como consumidora, inicialmente contida e espartana, mas desordenada nos últimos anos, e comentadas as razões para esse comportamento. É analisado o papel da meritocracia no comportamento social dessa classe, que é

A classe média como consumidora: ansiedade, ostentação e insatisfação Leia mais »

Automóveis europeus dos anos ´50: livres de cromados e asas, mecanicamente inteligentes, sóbrios e ajuizados

Em contraste com os autos dos Estados Unidos, os europeus se notabilizam pela mecânica apurada e inovadora, dimensões ditadas pelo bom senso e estética bem cuidada. São dados alguns exemplos de automóveis que fizeram época nos anos ´50, em sua maioria destinados à classe média e aos trabalhadores, sublinhando que fatores culturais tiveram papel importante

Automóveis europeus dos anos ´50: livres de cromados e asas, mecanicamente inteligentes, sóbrios e ajuizados Leia mais »

Anos ´50: mamutes cromados em forma de automóveis e a sociedade americana

Ao longo da primeira metade do século XX os automóveis americanos evoluíram de joias mecânicas exclusivas, sóbrias e aristocráticas para produtos ridiculamente grandes e potentes, recobertos de cromados e formas extravagantes, em resposta ao gosto kirsch de uma classe média consumista, ávida para evidenciar sua afluência. Gasolina barata, grandes distâncias casa-trabalho e cultura corporativa voltada

Anos ´50: mamutes cromados em forma de automóveis e a sociedade americana Leia mais »

Anos ´50 e início do século XX: dois contos distantes no tempo mas iguais na intenção

Dois escritores essencialmente diferentes, separados por meio século, mas intentos, um a nos mostrar os moradores do inferno da cidade do México e sua coragem em permanecer vivos, e o outro que descreve uma sociedade superficialmente sadia mas fundamentalmente corrompida por dentro. Que a literatura é filha de seu tempo e espaço é sabido. Outra

Anos ´50 e início do século XX: dois contos distantes no tempo mas iguais na intenção Leia mais »